Financiamento para moradia social: Banco do Povo assina parceria de fomento com Conselho de Arquitetura de São Paulo

Projeto realizará cursos de capacitação a profissionais, comunidade e poder público para a aplicação de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS)   O Banco do Povo- Crédito Solidário (BPCS), entidade com inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNJP) número 02.506.556/0001-80, que oferece linhas de crédito para empresas, cooperativas e associações e aos … Ler maisFinanciamento para moradia social: Banco do Povo assina parceria de fomento com Conselho de Arquitetura de São Paulo

Diretor do BPCS participa de reunião de Comissão da Câmara dos Deputados

O diretor-executivo do BPCS, Fábio Maschio, representou a ABCRED em reunião realizada em 24/05 na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara para discutir a aplicabilidade da lei 13636/18, que alterou o PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado. Entre as principais mudanças estão: a atualização do limite de faturamento dos empreendedores atendidos para até R$200 mil anuais; a inclusão das fintechs entre os operadores; a possibilidade de apenas o primeiro contato com o cliente ser feito de forma presencial pelo agente de crédito; a criação do Fórum Nacional de Microcrédito. Veja a intervenção do representante da ABCRED, o diretor financeiro Fábio Maschio.

Mulheres são 67% dos clientes

Gorete: mulheres empreendem com o microcrédito

O microcrédito produtivo beneficia principalmente as mulheres que desenvolvem seus próprios negócios. Elas representam 67% dos clientes do BPCS. São empreendedoras que batalham para melhorar de vida.
Para a gerente operacional do BPCS, Maria Gorete Noles Santana, a maioria vive da renda das atividade por conta própria e são elas quem tomam o crédito, administram a casa e o dinheiro.

Para Gorete, o perfil da carteira de clientes confirma a vocação do Banco: “o nosso crédito é para comunidades, onde as pessoas mais necessitam. É lá que estão as mulheres, lutadoras, empoderadas com o microcrédito”.
Muitas clientes do BPCS são separadas, têm restrições no nome e teriam dificuldade para ter acesso aos bancos tradicionais. E o BPCS Crédito Solidário abre as portas para esse público.

 

Maura: ajuda na hora certa

 

Mauricelia Silva de Souza, a Maura, começou fazendo salgados no fundo de casa. Agora é proprietária de uma loja de doces e salgados no Jardim Santa Cristina, na periferia de Santo André.

“Mudou por completo. Olha onde eu estou. A primeira vez peguei mil reais e já faz uns 5 anos que estou pegando empréstimo. E fui investindo, comprando freezer, balcão, tudo com o dinheiro do Banco. E a cada dia melhorando um pouco. Neste ano já comprei minha maquininha que eu não tinha. Muito bom o Banco do Povo, ele ajuda as pessoas na hora certa. Por isso que estou aqui na minha loja, gente, mudei bastante”.

 

OSCIPs de Microcrédito agora têm Guia de Autorregulação

As 31 entidades brasileiras filiadas à ABCRED, e que operam microcrédito sem fins lucrativos, definiram e aprovaram um Guia de Autorregulação, com normas para o setor. A Autorregulação vai uniformizar os procedimentos contábeis, administrativos e financeiros, incluindo indicadores de gestão das carteiras de crédito, governança, controles internos e externos e de desempenhos financeiro e social das OSCIPs – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.
A atuação das OSCIPs de microcrédito não é regulada pelo Banco Central. Para Claudia Cisneiros, diretora do Ceape – MA e vice-presidente da ABCRED na região Norte, a Autorregulamentação vai permitir que as operadoras possam comparar seus desempenhos e se desenvolver. “São quase 6 anos que a ABCRED vem lutando por esse objetivo e agora a gente pode dizer que está concluído”.
Antes do Guia, a ABCRED já havia definido um Plano de Contas padrão e um Código de Ética para as associadas. E, ainda em 2012, todas assinaram uma Carta de Adesão à Autorregulação. A definição das normas teve impulso a partir de novembro de 2016, quando a ABCRED contratou a consultoria da RFD – Red de Instituciones Financieras de Desarollo, do Equador, que foi responsável por sistematizar as propostas. A RFD liderou a implantação da Autorregulação no Equador, em 2012, e, desde lá, o setor de microcrédito teve grande crescimento naquele país.
Para o presidente da ABCRED, José Paes de Oliveira Neto, a Autorregulação é uma sinalização para os financiadores de que as entidades estão organizadas enquanto setor, “um marco que deve ser comemorado, e tivemos o apoio de grandes parceiros, como o do BNDES e da SEEP Network, e isso só ressalta ainda mais a importância do projeto”, afirmou.
Paulo Roberto Monteiro, gerente do BNDES, avalia que a aprovação do Guia mostra a capacidade de organização das OSCIP’s que fazem microcrédito e da ABCRED. “É muito importante também que as instituições entendam a importância de implementar, de fato, estes processos em suas atividades”, ressalta Monteiro.
Autorregulação vai fortalecer o setor de microcrédito
A Autorregulação vai aumentar a confiança nas entidades que operam microcrédito produtivo no Brasil, facilitando o acesso às fontes de recursos, e contribuir para um crescimento significativo do setor. Outro objetivo é ampliar a atuação das entidades para as microfinanças, como seguros, cartões etc. Essa é a expectativa dos representantes das OSCIPs que aprovaram o novo Guia de Autorregulação.

Helda Kelly dos Santos Pereira Lima, diretora administrativa do INEC – Instituto Nordeste Cidadania/Crediamigo, maior operador de microcrédito no Brasil, e vice-presidente regional da ABCRED, afirma que “na medida que temos indicadores e métodos de avaliação iguais para todos, isso melhora muito o setor, dando novas possibilidades e tornando os serviços ainda mais eficientes. Serve também para as organizações nacionais e internacionais que podem aportar recursos nas entidades observarem que estamos em linha e que as normas estão sendo cumpridas”

A transparência dos indicadores de resultados trará um ganho importante para o setor, segundo o diretor administrativo da ABCRED, Ido José Steiner. “A autorregulação é um caminho que nos dá mais segurança do ponto de vista de leitura do setor, mas principalmente aumenta a confiabilidade para terceiros, para aqueles que fazem com que a gente consiga captar recursos para atender pequenos e microempreendedores”.