Missão

Oferecer serviços de microfinanças aos empreendedores populares e de baixa renda, fortalecendo suas atividades econômicas e contribuindo para o desenvolvimento local e sustentável.

Visão

Estar entre as maiores do segmento de microfinanças do Brasil e ser reconhecida pela eficiência na Gestão de processos e metodologias creditícias.

Valores

1. Entendemos que os clientes, fornecedores e parceiros do BPCS merecem tratamento com respeito, transparência e confiança, e ainda, acreditamos que devem ser valorizados como indivíduos capazes e respeitados segundo os direitos humanos.

2. O BPCS pratica a cooperação e a solidariedade.

3. O BPCS promove intercâmbios do segmento, a fim de disseminar tanto conhecimento como as melhores práticas.

4. O BPCS procura inovar em produtos e serviços para atender a demanda e expectativa de seus clientes, como por exemplo, o acesso a cartão eletrônico, conta corrente e seguro de vida.

5. O BPCS procura atender as demandas dos clientes em relação à orientação financeira e formalização do empreendimento, oferecendo informações sobre as instituições que possam atender a tais demandas.

Histórico da Instituição


A década de 90 foi marcada fortemente pelo desemprego, demandando por parte da sociedade a criação de políticas governamentais e não governamentais que emplacassem as demandas sociais e que preferencialmente propiciassem a oportunidade de acesso a renda ou, melhor ainda, que fossem capazes de gerar renda. A cidade de Santo André que faz parte de uma região das mais industrializadas do país sentiu diretamente as pressões do desemprego sob sua população e seus serviços públicos. Nestas condições, empresários e trabalhadores além do próprio governo local sentiam a necessidade de oferecer soluções para o enfrentamento do problema do desemprego, inclusive na sua dimensão econômica. É nesse contexto que se debateram com parceiros as alternativas para a geração de trabalho e renda pretendendo suprir parte da ausência do emprego formal em uma cidade e região habituada até então com níveis elevados de empregabilidade.

A partir daí o auto-emprego, o trabalho por conta-própria e as atividades informais passaram a ser parte importante da agenda local e regional sendo compreendidas como alternativas merecedoras de apoio para que tivessem um ambiente favorável ao seu desenvolvimento e formalização.

A proposta da criação de uma instituição de microcrédito surgiu, entre outras com objetivos de formação técnica, incubação de empresas e cooperativas, e apoio técnico aos empreendimentos populares. Neste contexto também a abertura de uma instituição de microcrédito focou a garantia de renda mínima, saúde e educação de mulheres crianças e jovens. Com a ideia da abertura do Banco do Povo de Santo André, se iniciariam um conjunto de Programas de Inclusão Social.

Em 12 de maio de 1998, numa parceria entre a prefeitura de Santo André, o Sindicato dos Trabalhadores Bancários, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Associação Comercial e Industrial de Santo André e o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga, fundou-se a ONG Banco do Povo de Santo André – Crédito Solidário, a primeira organização do gênero no Estado de São Paulo. Neste momento foi fundamental a assistência técnica do SEBRAE que desde o inicio participou com um representante no Conselho de Administração. Com o aporte de capital inicial doado pelos sócios, puderam ser formados os fundos necessários para a carteira de crédito, a contratação da equipe técnica de microcrédito e estrutura para funcionamento. O foco inicial de operação foi às áreas mais pobres da cidade de Santo André onde em conjunto com outras iniciativas de inclusão social o Banco do Povo se integrava oferecendo crédito aos empreendedores populares.

Destacamos que no início deste programa o conhecimento sobre microfinanças e microcrédito, por parte da equipe técnica, era muito pequeno e a operação nas comunidades era desenvolvida de modo bastante experimental. Numa operação de microcrédito é fundamental ter um critério de análise e de garantia para que os tomadores possam acessar o crédito. Inicialmente o Banco operava apenas Créditos Individuais com avalistas de garantia, além da exigência de carteira assinada ou registro formal, o que tornava o processo pouco aderente ao público alvo, uma vez que em um ambiente de desemprego, possuir avalista empregado numa comunidade de baixa renda era muito difícil.

Atualmente os Grupos Solidários compõem 92% dos créditos concedidos pelo Banco do Povo, e é a carteira de crédito com menor inadimplência e maior índice de crescimento em número de clientes. Dos grupos, 66% de seus membros são mulheres e a média do valor dos empréstimos nestes grupos é de R$1.280,00. Este perfil de carteira confirma que o Banco atingiu parte do grupo social para o qual o Banco do Povo foi criado e definiu seu objetivo principal.

Hoje, o Banco do Povo-Crédito Solidário é composto por uma equipe técnica de trinta e quatro pessoas. É uma referência do microcrédito no país e alguns de seus profissionais são requisitados e atuam para a disseminação do microcrédito em outras regiões através de fóruns, associações e outras organizações.

A forma Jurídica


O Banco do Povo – Crédito Solidário é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, sem fins lucrativos, qualificada pelo Ministério da Justiça, na forma da Lei n° 9.790 de 23 de março de 1999, dedicada a fomentar o crescimento, a geração de empregos e renda e a inclusão social, com atuação nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Diadema, Guaianazes, Jardim Angela, São Mateus e São Miguel.

O Banco do Povo – Crédito Solidário foi fundado em 1º de janeiro de 1997, e iniciou suas atividades em maio de 1998, com apoio financeiro de várias entidades (conforme quadro abaixo), como uma estratégia de criar políticas públicas de combate a exclusão social nas suas áreas de atuação.